Físico
É da natureza humana
criar grupos.
O ato de formar bolhas e grupos vai muito além e vem de muito antes das redes sociais. Essa tribalização ajuda a nos entendermos no mundo e, inclusive, a entender o outro a partir dos grupos em que está inserido.
No entanto, para furar
bolhas, o ambiente físico
favorece uma conversa
mais amistosa.
As pessoas tendem a aceitar o
diferente com maior facilidade
quando estão interagindo
presencialmente com outro.
No passado a gente se relacionava com a
vizinhança, escola, Igreja, convivendo com
pessoas com valores, crenças e formas diferentes
de ser, eram meios de socialização que você
tinha que lidar com vários tipos de pessoas.”
— ENTREVISTA COM ESPECIALISTA,
Brasil de Bolhas, 2022
Meu sogro vai votar no outro
candidato, respeito a opinião dele,
mas eu não vou chegar em sua
casa xingando, porque eu não
vou mudar a opinião dele.”
HOMEM, 37 ANOS, PARAÍBA
— GRUPOS FOCAIS, Brasil de Bolhas, 2022
→ NUM DISTANTE 1954
O experimento social ‘The Robbers Cave’ mostra a
rapidez com que as pessoas criam grupos sociais. Ao
dividir crianças de 11 anos em dois grupos, o primeiro
impulso das pessoas estudadas foi defender o grupo
ao qual pertenciam, encontrar num outro um inimigo
comum e formar uma bolha de proteção e apoio em
seu grupo.
O estudo faz parte de uma série
conduzida por Muzafer Sherif e
seus colegas entre os anos 1940 e
1950 para testar uma das teorias
do pesquisador, conhecida como
“Teoria do Conflito Realístico”.
No presencial, mais do que
o resgate ao respeito,
muitas vezes eliminado nos
ambientes virtuais, o olho
no olho impulsiona uma
conexão afetiva de forma
mais rápida e profunda.
70,3%
dos brasileiros acham mais
provável se envolverem
numa discussão saudável
sobre política no ambiente
físico.
– Pesquisa Quantitativa,
Brasil de Bolhas, 2022